sábado, 8 de julho de 2023

2 DE JULHO 4a.Parte

 

Brasil Imperial 4ª. Parte

Ladislau dos Santos Titara (1801-1861) foi um destacado Militar, Historiador e Poeta Baiano. Nascido em Dias d'Ávila no ano de 1801 com o nome Ladislau do Espírito Santo Melo, era filho do advogado Manoel Ferreira dos Santos Reis. Membro de uma classe média de negros e mulatos que se formou no Brasil no início do Século XIX, Ladislau se formou medico na Universidade de Coimbra em Portugal em 1821.

 

De volta ao Brasil em 1822, com o início da Guerra de Independência da Bahia, Ladislau se alistou no Exército do Visconde de Pirajá, seguindo então carreira Militar, onde se destacou a frente os batalhões dos "Libertos Imperiais" unidades compostas de soldados pardos e negros que lutaram na Guerra da Independência da Bahia.

 

Foi o autor do mais importante relato sobre a Independência da Bahia: "Paraguaçu: Epopeia da Guerra da Independência na Bahia"

 

Devido ao crescente sentimento anti-lusitano da época, mudou seu sobrenome de Espírito Santo Melo para “Titara”. em referência aos índios tupis. Ganhou o posto de major do corpo do Estado-Maior de segunda classe. Foi promovido a oficial da Imperial Ordem da Rosa, e a cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul pelo Imperador Dom Pedro II e também possuía a medalha da Campanha da Independência. Homens das letras era sócio do IHGB onde entrou como sócio correspondente, em 17 de agosto de 1840. Em 1841 participou de uma expedição no Piauí contra a Balaiada e em 1845 lutou contra a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul.

 

Sua obra escrita é extensa; seus trabalhos poéticos estão distribuídos em nove volumes. Seus poemas influenciaram na confecção do Hino da Bahia. Faleceu em 1861 aos 60 anos de idade sendo lembrado como um dos Heróis da Independência do Brasil. Fonte: Biografia de Ladislau dos Santos Titara na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro/ Ano Biografico Brasileiro. Joaquim Manuel de Macedo

Brazil Imperial

Preservado e em plena atividade, o Reservatório Rio D'Ouro, construído em 1880, é uma joia arquitetônica de Nova Iguaçu, localizada em um sítio natural coberto pela Mata Atlântica da Serra de Tinguá.

 

As "Ninfas" esculpidas nas fundições do Val D'Osne, na França, guardam a fonte, ornada por ramos e pelo brasão do Brasil (antes ornada com o "Brasão Imperial"). Com uma engenharia hidráulica sofisticada para a época da sua implantação, o reservatório Rio D'Ouro, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), é abastecido por seis captações de água da Cedae.

Só uma observação

Deveria ter o Brasão Imperial

Ao invés da república

Brazil Imperial

A Conquista da Fortaleza de Humaitá

 

A Fortaleza de Humaitá conhecida metaforicamente como Gibraltar da América do Sul, era uma instalação militar paraguaia próxima à foz do rio Paraguai construida por engenheiros Ingleses.

 

A estratégica local era sem igual na região, "uma fortaleza de que nunca tinha sido visto na América do Sul", era "a chave para o Paraguai e os rios superiores". Desempenhou um papel crucial no conflito mais mortal da história do continente - a Guerra do Paraguai - da qual foi o principal teatro de operações.

 

O local era uma curva acentuada em forma de ferradura no rio; praticamente todas as embarcações que desejassem entrar na República do Paraguai - e de fato seguir adiante até a província brasileira de Mato Grosso - foram obrigadas a navegá-la.

 

Um propósito declarado do Tratado da Tríplice Aliança era a demolição das fortificações Humaitá e que nenhuma outra desse tipo fosse construída novamente. No entanto, a fortaleza, embora não invulnerável aos mais recentes navios de guerra blindados, era um sério obstáculo aos planos dos Aliados de seguir rio acima para a capital paraguaia, Assunção e recapturar o território brasileiro de Mato Grosso: atrasou-os por dois e meio anos. Foi tirada no Cerco de Humaitá (1868), depois arrasada nos termos do Tratado.

 

Desde seu desembarque em Passo da Pátria, iniciado em 17 de abril de 1866, as Forças Terrestres da Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) ficaram praticamente imóveis na porção extremo Sul do Paraguai, devido tanto às comodidades logísticas que tal posição proporcionava, facilitando o contato entre aquelas Forças e a cadeia de abastecimento montada pela Marinha Imperial Brasileira, quanto às indecisões no alto comando aliado sobre o que fazer a seguir e ao desconhecimento do terreno. Nessa fase da guerra, embora na defensiva estratégica, os paraguaios ainda faziam muito uso de uma ofensiva tática. Posicionados em sua praça forte de Humaitá, saíam daí, como no caso da Batalha de Tuiuti, para acossar as Forças aliadas e tentar derrotar sua invasão.

 

Após a derrota frente à Curupaiti, o Marquês de Caxias assumiu o comando unificado dos 1o e 2o Corpos de Exército e da Esquadra (que passou ao comando do Visconde de Inhaúma, Joaquim José Ignácio), e deu início, com o suporte do General Osório, à organização do 3o Corpo no Rio Grande do Sul

 

A tomada de Humaitá era vital, desde o início do conflito, para que os aliados franqueassem a navegação no Rio Paraguai e seguissem até Assunção. Com este intuito, o Exército aliado, sob comando integral de Caxias desde 13 de janeiro de 1868, e a Esquadra Imperial sob comando do Almirante José Ignácio (Visconde de Inhaúma), con-tando com navios blindados (encouraçados e monitores, sendo estes navios de baixo calado e pouco perfil) realizaram várias operações combinadas neste período.

 

López, percebendo o inexorável estrangulamento de sua guarnição em Humaitá, manda, por sua vez, que se construa na margem direita do Rio Paraguai, entre Timbó e Monte Lindo (ambos no Chaco), uma estrada cujo propósito inicial era suprir a fortaleza, mas que, posteriormente, foi usa-da para evacuá-la. Em 19 de fevereiro de 1868, uma parte da Esquadra força as passagens de Humaitá e Timbó (esta, à direita do rio) e chega a Taii para unir-se às Forças Terrestres; no mesmo dia, o reduto paraguaio do Estabelecimento (reduto Cierva) é atacado e conquistado, apertando ainda mais o perímetro do cerco aliado sobre Humaitá.

 

Com o propósito de apertar ainda mais o cerco e reduzir as distâncias para a logística da Esquadra, Caxias ordena que os Generais Argolo Ferrão (no comando do 2o Corpo); Osório (dirigindo o 3o Corpo) e Gelly y Obes (Exército Argentino) ataquem, respectiva-mente, Sauce/Curupaiti, Espinilho e Ângulo, que eram as principais posições fortificadas que cobriam o Sul de Humaitá

 

Uma vez isolada Humaitá, cabia a Caxias a opção de deixá-la render-se pelo esgo-tamento dos recursos de seus defensores ou tomá-la, após bombardeio preparatório, num assalto. Muitos de seus generais subordinados, contudo, não estavam propensos a apoiarem um assalto.

 

Havia em Humaitá apenas 8.000 homens com 200 peças de artilharia para cobrir todos os lados. Caxias ordenou a Osório que reconhecesse a posição e, se possível, a atacasse. As tropas sob comando deste general compreendiam um corpo de cavalaria (que lutou apeado), quatro brigadas de infantaria, um batalhão de engenheiros e uma brigada de artilharia de campo. Porém, além do ataque malograr, Osório amargou 1.019 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos.

Humaitá só seria ocupada pelos aliados em 25 de julho de 1868, após seus últimos defensores evacuarem-na, seguindo para o Chaco, na margem direita do Rio Paraguai. No interior desta fortaleza, os aliados capturaram: 177 canhões, estativas de foguetes e farta munição, armamento e 90 carros. Emílio Jourdan calcula que, até esta altura da guerra, os paraguaios haviam perdido 80.000 homens (em combate ou prisioneiros e doentes), 271 peças de artilharia e sete estativas de foguetes, além de muitos outros materiais.

Dionê Leony Machado


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