Brasil Imperial 4ª. Parte
Ladislau dos Santos Titara (1801-1861) foi um
destacado Militar, Historiador e Poeta Baiano. Nascido em Dias d'Ávila no ano
de 1801 com o nome Ladislau do Espírito Santo Melo, era filho do advogado
Manoel Ferreira dos Santos Reis. Membro de uma classe média de negros e mulatos
que se formou no Brasil no início do Século XIX, Ladislau se formou medico na
Universidade de Coimbra em Portugal em 1821.
De volta ao Brasil em 1822, com o início da Guerra
de Independência da Bahia, Ladislau se alistou no Exército do Visconde de
Pirajá, seguindo então carreira Militar, onde se destacou a frente os batalhões
dos "Libertos Imperiais" unidades compostas de soldados pardos e
negros que lutaram na Guerra da Independência da Bahia.
Foi o autor do mais importante relato sobre a
Independência da Bahia: "Paraguaçu: Epopeia da Guerra da Independência na
Bahia"
Devido ao crescente sentimento anti-lusitano da
época, mudou seu sobrenome de Espírito Santo Melo para “Titara”. em referência
aos índios tupis. Ganhou o posto de major do corpo do Estado-Maior de segunda
classe. Foi promovido a oficial da Imperial Ordem da Rosa, e a cavaleiro da Ordem
Imperial do Cruzeiro do Sul pelo Imperador Dom Pedro II e também possuía a
medalha da Campanha da Independência. Homens das letras era sócio do IHGB onde
entrou como sócio correspondente, em 17 de agosto de 1840. Em 1841 participou
de uma expedição no Piauí contra a Balaiada e em 1845 lutou contra a Revolução
Farroupilha no Rio Grande do Sul.
Sua obra escrita é extensa; seus trabalhos poéticos
estão distribuídos em nove volumes. Seus poemas influenciaram na confecção do
Hino da Bahia. Faleceu em 1861 aos 60 anos de idade sendo lembrado como um dos
Heróis da Independência do Brasil. Fonte: Biografia de Ladislau dos Santos
Titara na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro/ Ano
Biografico Brasileiro. Joaquim Manuel de Macedo
Brazil Imperial
Preservado e em plena atividade, o Reservatório Rio
D'Ouro, construído em 1880, é uma joia arquitetônica de Nova Iguaçu, localizada
em um sítio natural coberto pela Mata Atlântica da Serra de Tinguá.
As "Ninfas" esculpidas nas fundições do
Val D'Osne, na França, guardam a fonte, ornada por ramos e pelo brasão do
Brasil (antes ornada com o "Brasão Imperial"). Com uma engenharia
hidráulica sofisticada para a época da sua implantação, o reservatório Rio
D'Ouro, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), é
abastecido por seis captações de água da Cedae.
Só uma observação
Deveria ter o Brasão Imperial
Ao invés da república
Brazil Imperial
A Conquista da Fortaleza de Humaitá
A Fortaleza de Humaitá conhecida metaforicamente
como Gibraltar da América do Sul, era uma instalação militar paraguaia próxima
à foz do rio Paraguai construida por engenheiros Ingleses.
A estratégica local era sem igual na região,
"uma fortaleza de que nunca tinha sido visto na América do Sul", era
"a chave para o Paraguai e os rios superiores". Desempenhou um papel
crucial no conflito mais mortal da história do continente - a Guerra do
Paraguai - da qual foi o principal teatro de operações.
O local era uma curva acentuada em forma de
ferradura no rio; praticamente todas as embarcações que desejassem entrar na
República do Paraguai - e de fato seguir adiante até a província brasileira de
Mato Grosso - foram obrigadas a navegá-la.
Um propósito declarado do Tratado da Tríplice
Aliança era a demolição das fortificações Humaitá e que nenhuma outra desse
tipo fosse construída novamente. No entanto, a fortaleza, embora não
invulnerável aos mais recentes navios de guerra blindados, era um sério
obstáculo aos planos dos Aliados de seguir rio acima para a capital paraguaia,
Assunção e recapturar o território brasileiro de Mato Grosso: atrasou-os por
dois e meio anos. Foi tirada no Cerco de Humaitá (1868), depois arrasada nos
termos do Tratado.
Desde seu desembarque em Passo da Pátria, iniciado
em 17 de abril de 1866, as Forças Terrestres da Tríplice Aliança (Argentina,
Brasil e Uruguai) ficaram praticamente imóveis na porção extremo Sul do
Paraguai, devido tanto às comodidades logísticas que tal posição proporcionava,
facilitando o contato entre aquelas Forças e a cadeia de abastecimento montada
pela Marinha Imperial Brasileira, quanto às indecisões no alto comando aliado
sobre o que fazer a seguir e ao desconhecimento do terreno. Nessa fase da
guerra, embora na defensiva estratégica, os paraguaios ainda faziam muito uso
de uma ofensiva tática. Posicionados em sua praça forte de Humaitá, saíam daí,
como no caso da Batalha de Tuiuti, para acossar as Forças aliadas e tentar
derrotar sua invasão.
Após a derrota frente à Curupaiti, o Marquês de
Caxias assumiu o comando unificado dos 1o e 2o Corpos de Exército e da Esquadra
(que passou ao comando do Visconde de Inhaúma, Joaquim José Ignácio), e deu
início, com o suporte do General Osório, à organização do 3o Corpo no Rio Grande
do Sul
A tomada de Humaitá era vital, desde o início do
conflito, para que os aliados franqueassem a navegação no Rio Paraguai e
seguissem até Assunção. Com este intuito, o Exército aliado, sob comando
integral de Caxias desde 13 de janeiro de 1868, e a Esquadra Imperial sob
comando do Almirante José Ignácio (Visconde de Inhaúma), con-tando com navios
blindados (encouraçados e monitores, sendo estes navios de baixo calado e pouco
perfil) realizaram várias operações combinadas neste período.
López, percebendo o inexorável estrangulamento de
sua guarnição em Humaitá, manda, por sua vez, que se construa na margem direita
do Rio Paraguai, entre Timbó e Monte Lindo (ambos no Chaco), uma estrada cujo
propósito inicial era suprir a fortaleza, mas que, posteriormente, foi usa-da
para evacuá-la. Em 19 de fevereiro de 1868, uma parte da Esquadra força as
passagens de Humaitá e Timbó (esta, à direita do rio) e chega a Taii para
unir-se às Forças Terrestres; no mesmo dia, o reduto paraguaio do
Estabelecimento (reduto Cierva) é atacado e conquistado, apertando ainda mais o
perímetro do cerco aliado sobre Humaitá.
Com o propósito de apertar ainda mais o cerco e
reduzir as distâncias para a logística da Esquadra, Caxias ordena que os
Generais Argolo Ferrão (no comando do 2o Corpo); Osório (dirigindo o 3o Corpo)
e Gelly y Obes (Exército Argentino) ataquem, respectiva-mente, Sauce/Curupaiti,
Espinilho e Ângulo, que eram as principais posições fortificadas que cobriam o
Sul de Humaitá
Uma vez isolada Humaitá, cabia a Caxias a opção de
deixá-la render-se pelo esgo-tamento dos recursos de seus defensores ou
tomá-la, após bombardeio preparatório, num assalto. Muitos de seus generais
subordinados, contudo, não estavam propensos a apoiarem um assalto.
Havia em Humaitá apenas 8.000 homens com 200 peças
de artilharia para cobrir todos os lados. Caxias ordenou a Osório que
reconhecesse a posição e, se possível, a atacasse. As tropas sob comando deste
general compreendiam um corpo de cavalaria (que lutou apeado), quatro brigadas
de infantaria, um batalhão de engenheiros e uma brigada de artilharia de campo.
Porém, além do ataque malograr, Osório amargou 1.019 baixas, entre mortos,
feridos e desaparecidos.
Humaitá só seria ocupada pelos aliados em 25 de
julho de 1868, após seus últimos defensores evacuarem-na, seguindo para o
Chaco, na margem direita do Rio Paraguai. No interior desta fortaleza, os
aliados capturaram: 177 canhões, estativas de foguetes e farta munição,
armamento e 90 carros. Emílio Jourdan calcula que, até esta altura da guerra,
os paraguaios haviam perdido 80.000 homens (em combate ou prisioneiros e
doentes), 271 peças de artilharia e sete estativas de foguetes, além de muitos
outros materiais.
Dionê Leony Machado
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