Salmo 20:7
Uns confiam em carros e outros em
cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.
O cavalo é vã esperança para a
vitória; não pode livrar ninguém pela sua grande força.
ÚLTIMAS
Uma das formas de Deus atender ao choro das
crianças é abrindo os olhos dos adultos.O Espírito é o autor e o promotor da
obra missionária, é ele quem concede o poder e a estratégia para
realizá-la.Ninguém pode provar a verdade do cristianismo a não ser o Espírito
Santo, por sua obra poderosa em renovar o coração endurecido.Oramos para que
Deus faça aquilo que só Deus pode fazer.
Por Anderson Paz
Em 1936, o sociólogo brasileiro Sérgio Buarque de
Holanda explicou a cordialidade do povo brasileiro. Para ele, o brasileiro é um
"homem cordial" porque desenvolve suas relações interpessoais através
do afeto. O brasileiro age com o coração.
Existe no Brasil uma "cultura civil" que
mistura os âmbitos público e privado. As relações sociais brasileiras são
personalistas, não impessoais e por mérito. As relações se dão com base no
afeto, nas emoções e na amizade.
O povo brasileiro é avesso ao ritual e ao
formalismo. O brasileiro gosta da intimidade. Por isso, emprega diminutivos
para se familiarizar com os outros e para abrir exceção a toda regra. Nesse
ponto, surge o "jeitinho brasileiro".
O que isso implica para a política? O resultado é
que o brasileiro se relaciona com os políticos com seus afetos, suspendendo sua
racionalidade crítica. O brasileiro enxerga o político, não como um servidor do
povo, mas como um amigo pessoal. O brasileiro briga com o outro para defender
políticos.
A consequência é uma reiterada situação de
patrimonialismo em que elites políticas se apropriam dos bens públicos,
enquanto esses mesmos políticos são adorados pelo povo.
A cordialidade brasileira com os políticos mascara
a profunda violência das elites políticas que desviam ou usam os bens públicos
para seus benefícios e privilégios.
Tudo isso dificulta a construção de instituições
sólidas e impessoais, como um Estado de Direito e uma burocracia eficiente.
O cristão, como os profetas bíblicos, deve se
afastar dessa "idolatria cordial" e, independente do político,
denunciar seus pecados públicos que destroem a sociedade.
Anderson Paz é membro da Igreja do Betel Brasileiro
em João Pessoa, PB. Advogado, é doutorando em Ciência Política pela
Universidade Federal de Pernambuco.
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