quarta-feira, 12 de julho de 2023

REFLEXÃO 03

 

Salmo 20:7

Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.

O cavalo é vã esperança para a vitória; não pode livrar ninguém pela sua grande força.  

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Uma das formas de Deus atender ao choro das crianças é abrindo os olhos dos adultos.O Espírito é o autor e o promotor da obra missionária, é ele quem concede o poder e a estratégia para realizá-la.Ninguém pode provar a verdade do cristianismo a não ser o Espírito Santo, por sua obra poderosa em renovar o coração endurecido.Oramos para que Deus faça aquilo que só Deus pode fazer.

 

Por Anderson Paz

 

Em 1936, o sociólogo brasileiro Sérgio Buarque de Holanda explicou a cordialidade do povo brasileiro. Para ele, o brasileiro é um "homem cordial" porque desenvolve suas relações interpessoais através do afeto. O brasileiro age com o coração.

 

Existe no Brasil uma "cultura civil" que mistura os âmbitos público e privado. As relações sociais brasileiras são personalistas, não impessoais e por mérito. As relações se dão com base no afeto, nas emoções e na amizade.

 

O povo brasileiro é avesso ao ritual e ao formalismo. O brasileiro gosta da intimidade. Por isso, emprega diminutivos para se familiarizar com os outros e para abrir exceção a toda regra. Nesse ponto, surge o "jeitinho brasileiro".

 

O que isso implica para a política? O resultado é que o brasileiro se relaciona com os políticos com seus afetos, suspendendo sua racionalidade crítica. O brasileiro enxerga o político, não como um servidor do povo, mas como um amigo pessoal. O brasileiro briga com o outro para defender políticos.

 

 

A consequência é uma reiterada situação de patrimonialismo em que elites políticas se apropriam dos bens públicos, enquanto esses mesmos políticos são adorados pelo povo.

 

A cordialidade brasileira com os políticos mascara a profunda violência das elites políticas que desviam ou usam os bens públicos para seus benefícios e privilégios.

Tudo isso dificulta a construção de instituições sólidas e impessoais, como um Estado de Direito e uma burocracia eficiente.

 

O cristão, como os profetas bíblicos, deve se afastar dessa "idolatria cordial" e, independente do político, denunciar seus pecados públicos que destroem a sociedade.

 

Anderson Paz é membro da Igreja do Betel Brasileiro em João Pessoa, PB. Advogado, é doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco.


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