VACINA:
https://twitter.com/dr_francisco_/status/1722702298067911026?s=12
BOMBA:
Imprensa israelense acusa CNN, Reuters, AP e The New York Times de terem
fotógrafos ‘incorporados’ a terroristas do Hamas https://terrabrasilnoticias.com/2023/11/bomba-imprensa-israelense-acusa-cnn-reuters-ap-e-the-new-york-times-de-terem-fotografos-incorporados-a-terroristas-do-hamas
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Depressão
Pós-Eleitoral
Política
é vocação. Participar do jogo político é para quem tem inclinação para as
relações, quase sempre obscuras, que o caracterizam. No fundo, envolver-se com
política é para aqueles que não sentem nojo do teatro de falsidades que a
denota.
Ainda
assim, pessoas pacíficas e sinceras, que têm os conchavos palacianos como
imorais, passaram a acreditar que havia um espaço para elas nos jogos de poder,
estando aptas a participar diretamente dos seus processos de disputa.
Com as
redes sociais dando voz a todos, acreditaram que suas opiniões, pela primeira
vez, eram ouvidas. Sentiam-se não mais como meras testemunhas dos movimentos
políticos, mas como seus direcionadores.
O tempo
deixou claro, porém, que a participação popular no seio do poder não passou de
uma ilusão. No fim das contas, prevaleceu a vontade da mesma elite de sempre.
Apesar de uma empolgação temporária, o povo teve de aceitar que, em política,
as coisas tendem a voltar ao seu padrão histórico, que, de fato, não conta com
a sua participação.
Passado
o efeito da ilusão, veio a depressão. Esse foi o grande mal que o deslumbre
democrático deixou de legado. O número de pessoas tomadas pelo desalento e pela
sensação de impotência, depois de verem seus anseios políticos frustrados, é
gigantesco. Com o arrefecimento do fervor eleitoral, restaram desiludidas.
Algumas acabaram profundamente abatidas e completamente desorientadas.
Essa
depressão pós-eleitoral é um grande mal porque legou uma crise de sentido que
tem afetado muitas pessoas. A sensação de injustiça e fraqueza lhes foi-lhes
paralisante. Muitas perderam a
esperança
e daí, para o desenvolvimento de algum tipo de doença psíquica é um passo.
Por
isso, há alguns anos, não estimulo ninguém a mergulhar de cabeça no mar sombrio
de política. Se não tiver vocação para a vida partidária e disposição para se
enfronhar nos pérfidos corredores palacianos, aconselho a acompanhar tudo de
uma distância saudável e com bastante parcimônia.
Se é para
ajudar o seu país ─ penso eu ─ mais vale ser um bom pai de família e uma mãe
dedicada do que um ativista iludido, fanatizado, impotente e deprimido.
Fábio
Blanco
Fabio
Blanco é professor de Oratória, Retórica e Argumentação, além de instrutor de
escrita argumentativa.
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