terça-feira, 4 de julho de 2023

MÚSICA... 23a. Parte

 

DANÇAS BRASILEIRAS    23a.Parte

Dionê Leony Machado

Abril de 2023

 

Danças brasileiras: conheça as mais populares e tradicionais ...

 As danças brasileiras são genuínas expressões da nossa cultura que, através de ritmos e movimentos, contam parte da história do país e de suas respectivas regiões.

São tão marcantes em determinados estados, que algumas delas acabaram se tornando símbolos populares e responsáveis por movimentar o turismo, ainda mais nas épocas de festas.

E como nós, brasileiros, somos um povo alegre e festeiro, difícil é não “entrar na roda” quando os instrumentos começam a fazer barulho. 

Venha conhecer mais sobre as danças típicas brasileiras e os ritmos tradicionais que formam a nossa identidade cultural.

Danças brasileiras: origens, influências e ritmos...

Vai ser difícil encontrar carioca que não se sinta em casa quando os batuques do pandeiro e do tamborim anunciam aquela roda de samba característica do Rio de Janeiro.

E se você viajar para Pernambuco em janeiro ou fevereiro, o desafio será não se sentir energizado com o ritmo e as cores vibrantes do frevo pernambucano.

Tanto o samba como o frevo são representações do que são as danças populares do Brasil com grande relevância em suas regiões.

Mais do que uma atividade de descontração e entretenimento, a dança é uma maneira de compreendermos o nosso passado e o processo de miscigenação cultural que marca a identidade do brasileiro.

Afinal, os ritmos, os instrumentos e os movimentos são de origens diversas. Nossas danças carregam marcas da influência indígena, dos africanos que vieram escravizados e dos europeus que colonizaram o país.

História da dança no Brasil

Como foi que o Brasil se tornou um país tão rico em ritmos e danças diferentes? 

Para entender a história da dança por aqui, é preciso caminhar junto com a própria história brasileira. Afinal, os indígenas que habitavam o território antes da chegada dos portugueses tinham seus próprios rituais.

Dessa forma, é possível, e nada absurdo, considerar que as primeiras manifestações culturais de dança no Brasil são as danças indígenas.

A evolução dessas primeiras expressões se deu, primeiro, a partir da influência da cultura europeia, principalmente dos países colonizadores que desembarcaram do lado de cá do Atlântico.

Em seguida, esse processo teve sequência com a influência africana, que trouxe diferentes instrumentos, movimentos e ritmos.

A mistura, principalmente, dessas três culturas foi a responsável por dar o tom do que são as danças tradicionais brasileiras que nós conhecemos hoje.

Como a dança surgiu no Brasil?

Foi a partir da chegada de outros povos ao Brasil que se tornou possível falar sobre o surgimento da dança em nosso país. 

Mas um evento específico teve relevante contribuição nesse processo: a vinda dos povos africanos que foram escravizados em terras brasileiras.

Além da enorme riqueza cultural, os africanos trouxeram para o nosso país instrumentos de percussão que eram utilizados em seus rituais

E como surgem as danças brasileiras? Com a incorporação dos sons e ritmos proporcionados por esses instrumentos.

Claro que cada manifestação, como o carimbó, o maracatu, o forró e outros tantos, tem a sua origem em um momento diferente.

Mesmo assim, podemos falar que as manifestações de dança ocorreram a partir desse encontro de culturas e a inserção dos primeiros instrumentos junto às tradições vindas com os povos que chegaram ao país. 

Quem escolhe passar as férias no Brasil tem a oportunidade de descobrir muito mais sobre o nosso país, além de ver lugares incríveis que, modéstia à parte, só podiam ser brasileiros.

Quais as principais danças brasileiras?

Alguns ritmos são facilmente reconhecidos como tipicamente brasileiros, basta apenas que sejam tocadas as primeiras notas nos instrumentos para estabelecermos essa ligação.

Só que o Brasil não se limita ao amplamente conhecido. Existem várias danças com profundas raízes regionais que são parte importante da nossa identidade cultural, do nosso folclore.

Saiba quais são os principais tipos de dança do Brasil, entenda um pouco melhor da história de cada um e descubra onde você pode “levantar a poeira” do chão ao som desses gêneros.

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1. Samba

Entre todas as danças brasileiras, samba pode ser considerado a maior representação do nosso país mundo afora quando o assunto são os ritmos de cada lugar.

Ver os gringos que vêm ao Brasil mexendo os pés na tentativa de sambar é quase uma cena clássica, especialmente nas proximidades do carnaval.

Foi lá que os escravos vindos da África deram os primeiros passos nas senzalas, embalados pelo som feito nos instrumentos de percussão.

Aliás, a presença desses instrumentos é característica marcante do nosso samba.

Junto ao atabaque, o pandeiro e o tamborim, todos instrumentos de percussão, cavaquinho, banjo e reco-reco também influenciaram um dos sons mais conhecidos no mundo todo.

Samba de roda, samba de gafieira e o samba-enredo são algumas das variantes que temos no Brasil e que levam o estilo aos quatro cantos do nosso país.

2. Carimbó

Quem vê um casal dançando o carimbó pode até pensar que ainda estamos no samba, seja pelos movimentos ou pelos instrumentos que ditam o ritmo das músicas.

Mas aqui nós estamos falando de uma das genuínas danças do norte do Brasil, com origens em Belém do Pará

Apesar das semelhanças, tanto que é conhecido como Samba de Roda do Marajó, o carimbó tem a sua identidade própria. O nome vem do curimbó, principal instrumento dessa expressão.

A coreografia também tem seus próprios elementos: o homem bate palmas para tirar a mulher para dançar, enquanto elas fazem movimentos circulares com saias rodadas e coloridas, formando um lindo espetáculo para quem nunca viu a dança.

3. Bumba-meu-boi

Cores vibrantes, cenas teatrais e a presença da figura do boi são os elementos mais marcantes do bumba-meu-boi, ou boi-bumbá, como a dança também é conhecida.

Ela é considerada uma das principais danças folclóricas do Brasil e muito difundida nas regiões Norte e Nordeste. 

O bumba-meu-boi carrega influências portuguesas e espanholas, africanas e indígenas

A lenda dessa dança gira em torno da morte e ressurreição do boi mais bonito que um fazendeiro tinha em suas terras.

A importância dessa manifestação é tão grande na construção da identidade brasileira que o boi-bumbá foi listado pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Na cidade de Parintins, no Amazonas, acontece a maior festa brasileira dedicada ao estilo, o Festival Folclórico de Parintins, com o desfile dos bois Caprichoso e Garantido.

4. Frevo

Fonte: Prefeitura de Olinda, via wikimedia commons

No Brasil inteiro, o Carnaval é uma festa marcada pela mistura de ritmos. Mas em Pernambuco, o que toma conta das ruas nessa época do ano é o frevo!

Sem letras, marcado apenas pela coreografia agitada dos dançarinos com suas roupas e guarda-chuvas coloridos, o estilo é contagiante e diverte os foliões nas ruas.

A origem do frevo data do início do século XX e marca a mistura de gêneros diferentes, como a marchinha, a contradança e a polca.

Vai viajar para Pernambuco no início do ano? Não perca a chance de conhecer o frevo de pertinho e, quem sabe, se arriscar nos saltos e malabarismos que formam movimentos que parecem impossíveis de ser executados por “meros mortais”.

5. Forró

Quando os instrumentistas juntam a sanfona, o triângulo e a zabumba corram para tirar o seu par e prepare-se para arrastar o pé ao som do forró.

Embora seja uma das principais danças da região Nordeste, o ritmo conquistou fãs do norte ao sul, de leste a oeste.

Sempre em pares, o forró pode ser dançando em movimentos circulares, ou com os pés indo para trás e para frente. 

Quanto maior a experiência da dupla, mais elementos são incorporados à dança — giros e aberturas para os lados são alguns deles.

Essa é a manifestação que toma conta das Festas Juninas nos estados do Nordeste, especialmente na Paraíba e em Pernambuco.

Na região Sudeste, o Festival Nacional de Forró de Itaúnas, no Espírito Santo, também move uma legião de fãs do estilo para danças em terras capixabas.

6. Maracatu

Fonte: Tetraktys, via wikimedia commons

Ainda em Pernambuco, não podemos deixar de falar de outra manifestação de destaque entre as danças regionais do Nordeste, o maracatu.

Surgida durante o período colonial, a dança tem raízes nos cultos religiosos africanos, portanto é marcada pela espiritualidade.

O termo maracatu é associado a “dança” ou “batuque” para os africanos, o que explica a utilização de tambores, caixas e ganzás durante a celebração.

Vestidos a caráter em roupas coloridas, os participantes saem pelas ruas dançando, cantando e tocando os ritmos em devoção às figuras que fazem parte do folclore do maracatu.

7. Baião

Como estilo de dança, o baião é quase um “irmão gêmeo” do forró, já que existem muitas semelhanças entre essas duas manifestações.

Ambas são dançadas em pares, possuem movimentos muito parecidos e tratam da mesma temática, o jeito de viver e as dificuldades encontradas no sertão nordestino.

O que diferencia um pouquinho os dois ritmos são as influências indígenas e caipiras encontradas no baião.

O estilo tem em Luiz Gonzaga seu principal nome, tanto que o artista, um dos principais nomes da música popular brasileira, ficou conhecido no mundo como o “Rei do Baião”.

8. Jongo

Fonte: Vanessa Freitas, via wikimedia commons

Talvez você nunca tenha escutado falar, mas o jongo é outro tipo de dança cultural brasileira com raízes nas celebrações africanas.

Acompanhados por instrumentos de percussão e pelas palmas dos participantes, um par realiza movimentos no meio da roda e terminam sua dança com a “umbigada”.

No Brasil, essa manifestação ainda pode ser vista em cidades da região cafeeira de Minas Gerais, onde é conhecido como “caxambu”, e na região do Vale do Paraíba, na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo.

9. Coco

O coco é um estilo de dança tradicional na cultura nordestina, principalmente nos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba.

Nascido dentro dos quilombos, o ritmo mistura a influência dos batuques africanos com o som da quebra dos cocos para a retirada das amêndoas.

Além de propagar o canto e a dança, o coco se tornou uma manifestação cultural importante na valorização da cultura quilombola no país.

Danças de origem indígena

A influência das tradições indígenas na dança brasileira pode ser vista em alguns dos ritmos muito conhecidos pelo país, como o maracatu e o bumba-meu-boi.

Mas essa herança cultural dos primeiros habitantes da nossa terra não se restringe a esses movimentos.

A catira, ou cateretê, é um tipo de dança em que os passos, batidas de pés e palmas que compõem a coreografia carregam tal influência. Essa dança é popular em estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país.

O xote, ritmo nordestino próximo do forró, é outro estilo brasileiro que absorveu a influência da cultura indígena em seus elementos. 

Danças populares do mundo

A salsa e a dança do ventre são duas expressões de dança trazidas de outros lugares do mundo e que conquistaram adeptos no Brasil.

Os dois ritmos provam que algumas danças originárias de determinados países conseguem grande expressão em outros lugares do mundo.

O flamenco espanhol, o tango argentino, a cumbia colombiana e, talvez a principal, a valsa vienense são exemplos de estilos que ultrapassaram os limites geográficos de seus países e caíram no gosto de diferentes públicos.

Danças de origem européia

Algumas das danças típicas da região Sul do Brasil carregam forte influência européia, trazida junto dos imigrantes de lugares como Itália e Alemanha.

O Fandango dança popular no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, traz o sapateado e coreografias executadas ao ritmo da viola, da rabeca e do acordeão.

Outra dança popular no Brasil de origem européia, mais precisamente, portuguesa, é a caninha verde

Ela se popularizou durante o Ciclo do Açúcar na região do Rio. Os participantes bailam em rodas, uma de homens e outra de mulheres, enquanto os violeiros improvisam as canções.

Como é a dança caboclinho?


Existem três diferentes andamentos: o perré, mais lento, o baião ou baiano, ritmo intermediário, e o guerra, mais rápido. Os principais passos da dança são: “perré” simples, “perré” salto, miudinho, tesoura pulada, caboclo em cima e embaixo, pra frente e pra trás, dentre out

Qual é a origem da dança dos caboclinhos?

Esta festa popular é uma mistura de danças e músicas com raízes indígenas e historicamente tem relação com o culto da Jurema sagrada, uma tradição mágica religiosa nordestina que se iniciou com o uso da jurema (um conjunto de beberagens feita com partes de árvores de mesmo nome) pelos indígenas da região.14 de abr. de

 

Caboclinhos é uma dança folclórica executada durante o Carnaval em Pernambuco por grupos fantasiados de índios que, com vistosos cocares, adornos de pena na cinta e nos tornozelos, colares, representam cenas de caça e combate.[1]

História

Historicamente, os caboclinhos têm relação com o culto da Jurema, árvore que produz um chá considerado sagrado pelos caboclos[2]. Nativa do Brasil, de caule tortuoso, suas folhas, raízes e casca servem para uso medicinal e para o preparo de uma bebida que, nos cultos indígenas e caboclos, integra o ritual da Jurema Sagrada. Os componentes de um grupo de caboclinhos que vivenciam a religiosidade indígena não desfilam no carnaval sem antes tomar a bebida de Jurema.[3]

Inicialmente, os integrantes de caboclinhos eram apenas homens, que durante o carnaval passavam de três a quatro dias fora de casa.Goiana a capital dos caboclinhos

Personagens

Os personagens do caboclinhos são:

  • Cacique e "cacica" (ou mãe da tribo), ambos usando tanga e saiote de plumas ou penas;
  • Porta-estandarte;
  • Conjunto de três tocadores (gaita, maracas e surdo);
  • Cordões (filas indianas) de caboclos e caboclas;
  • Grupo de crianças ou "curumins" (do tupi kuru´mi, menino).[4]

Fantasias

Suas fantasias eram confeccionadas com fibras de agave (sisal), penas de peru e de pato. Depois começaram a usar penas de pavão, de ema e plumas, exibindo um visual mais rico. Alguns materiais tradicionais ainda são utilizados atualmente nas fantasias e nos instrumentos, principalmente o cipó, a madeira de jenipapo e o bambu.

A fantasia básica das mulheres é composta de vistosas tangas e sutiãs bordados, cocares ou leques, munhecas para os pulsos e atacas para os tornozelos.

Para os homens é a tanga, o peitoral, munhecas e atacas, cocar ou leque. Também usam como adorno machadinhas de madeira e pequenas cabaças amarradas no cipó aos braços ou na cintura.[5]

Instrumentos musicais e danças

Os instrumentos musicais são o violão apito, duas maracas de zinco ou flandre e um surdo (bombo) de zinco coberto com couro de bode em ambos os lados[6].

As preacas são instrumentos de marcação em forma de arco e flecha, produzindo um som seco, em harmonia com o surdo, também o apito para os caboclos de frente, que puxam o cordão, tanto dos homens como das mulheres.

Os ritmos são guerra e baião, sendo o primeiro mais lento.

A dança é forte e rápida, exigindo destreza e desenvoltura dos participantes. Há passos em que se dança agachado, baixando-se e levantando-se rapidamente e ao mesmo tempo rodopiando, apoiando-se nas pontas dos pés e calcanhares, exigindo muita resistência física.

 

História resumida da Capoeira

A capoeira é uma arte marcial que mistura dança, música e golpes. É uma das principais expressões culturais afro-brasileiras.



Escravos jogando capoeira no Brasil Colonial: dança e luta.

Raízes africanas da capoeira

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão de obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. 

 Capoeira no Brasil 

 História ligada à escravidão

 

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães do mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta. 



Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.



A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

 


Jogar Capoeira (1835): 

 A proibição em 1930


Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado), apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro. 

 Três principais estilos da capoeira:

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento.

 

1 - O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia.

 

2 - O estilo regional, criado por Mestre Bimba, caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas.

 

3 - Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade. Porém, é importante ressaltar que capoeira é uma só, a Capoeira de Angola, considerada a mãe dos outros estilos e mais próxima da capoeira jogada pelos escravos africanos.

 Curiosidades:

• Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendo um patrimônio imaterial da humanidade. De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história.

 

• Composta pelo Mestre Genaro (Genaro Raymundo Coelho), uma das músicas mais tocadas nas rodas de capoeira é denominada "Paranauê" ou "Paranauê Paraná”.

 

• Besouro Mangangá (apelido do capoeirista baiano Manoel Henrique Pereira), Mestre Pastinha (apelido do filósofo popular e capoeirista baiano Vicente Ferreira Pastinha) e Mestre Bimba (apelido de Manoel dos Reis Machado), foram importantes figuras na história da capoeira brasileira...

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