terça-feira, 4 de julho de 2023

REFLEXÃO 03

 

Meditando Sobre os Terrores do Inferno

 

A eternidade para o Puritano significava uma de duas coisas: salvação eterna ou condenação irreversível. William Bates aconselhou: “A compreensão do julgamento eterno deve ser um poderoso incentivo a nos prepararmos para ele. O caso é infinitamente sério, pois diz respeito à nossa salvação ou condenação eterna”

 

Pregadores costumavam enfatizar esses temas, mas por alguma razão o evangelicalismo moderno tem se esquivado de falar muito sobre morte, julgamento, céu e inferno. Devido à gravidade envolta nesses assuntos, muitas pessoas preferem ignorá-los. Os Puritanos nos lembram de que essas realidades são extremamente importantes.

 

Watson especifica o que devemos meditar sobre o inferno. Por um lado, devemos meditar sobre “a dor da perda”. Esse é um julgamento particular, privando o pecador de tudo o que é bom, cuja principal perda é a da favorável presença de Deus. Mateus 25.10 diz que “fechou-se a porta”. Cristo fecha a porta da oportunidade na face dos condenados, e o seu dia de graça está para sempre acabado. “Ter o rosto de Cristo velado, um eclipse perpétuo e meia-noite na alma; ser expulso da presença de Deus, em cuja presença há plenitude de alegria, isso acentua e amarga”.

 

Da mesma forma, Swinnock rumina sobre a eternidade desesperadora do inferno: “Aqui, a noite mais escura do pecador tem manhã, mas em sua porção no porvir será de trevas para sempre! Sua miséria não terá fim, nem escapatória haverá para sua tragédia. Ele será amarrado nas correntes da escuridão eterna, e sentirá os terrores da morte eterna”.

 

O segundo aspecto a ser meditado é “a dor dos sentidos”. Deus irá infligir positivamente os pobres pecadores com a fúria de Sua terrível ira (Rm 2.5). É “um lugar de tormento” (Lc 16.28), consistindo em um “lago de fogo” (Ap 20.15). Os corpos dos condenados são para sempre queimados, porém nunca consumidos pelo fogo, diz ele. Na ressurreição, seus corpos serão reunidos às suas almas, e no lago em chamas, o “infinito poder de Deus” irá sustentá-los no fogo sem aniquilá-los.

 

A companhia no inferno é composta pelo diabo e seus anjos (Mt 25.41). Quando diz que Satanás e suas hordas se tornam atormentadores, ele não quer dizer que também não serão atormentados pela fúria da ira de Deus. Ele está apontando para uma verdade bíblica negligenciada: que parte da miséria do inferno será ter que suportar a presença imediata de tal companhia amaldiçoada. Os santos desfrutarão de Cristo e Seus anjos, mas os condenados conhecerão apenas a companhia de demônios e homens ímpios.

 

Você acabou de ler um trecho do livro "Florescendo na Graça - Doze Maneiras pelas quais os Puritanos estimulam o crescimento espiritual". Há um capítulo muito especial intitulado "Os Puritanos direcionam nosso olhar para as realidades eternas".


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