Meditando Sobre os Terrores do Inferno
A eternidade para o Puritano significava uma de
duas coisas: salvação eterna ou condenação irreversível. William Bates
aconselhou: “A compreensão do julgamento eterno deve ser um poderoso incentivo
a nos prepararmos para ele. O caso é infinitamente sério, pois diz respeito à
nossa salvação ou condenação eterna”
Pregadores costumavam enfatizar esses temas, mas
por alguma razão o evangelicalismo moderno tem se esquivado de falar muito
sobre morte, julgamento, céu e inferno. Devido à gravidade envolta nesses
assuntos, muitas pessoas preferem ignorá-los. Os Puritanos nos lembram de que
essas realidades são extremamente importantes.
Watson especifica o que devemos meditar sobre o
inferno. Por um lado, devemos meditar sobre “a dor da perda”. Esse é um
julgamento particular, privando o pecador de tudo o que é bom, cuja principal
perda é a da favorável presença de Deus. Mateus 25.10 diz que “fechou-se a
porta”. Cristo fecha a porta da oportunidade na face dos condenados, e o seu
dia de graça está para sempre acabado. “Ter o rosto de Cristo velado, um
eclipse perpétuo e meia-noite na alma; ser expulso da presença de Deus, em cuja
presença há plenitude de alegria, isso acentua e amarga”.
Da mesma forma, Swinnock rumina sobre a eternidade
desesperadora do inferno: “Aqui, a noite mais escura do pecador tem manhã, mas
em sua porção no porvir será de trevas para sempre! Sua miséria não terá fim,
nem escapatória haverá para sua tragédia. Ele será amarrado nas correntes da
escuridão eterna, e sentirá os terrores da morte eterna”.
O segundo aspecto a ser meditado é “a dor dos
sentidos”. Deus irá infligir positivamente os pobres pecadores com a fúria de
Sua terrível ira (Rm 2.5). É “um lugar de tormento” (Lc 16.28), consistindo em
um “lago de fogo” (Ap 20.15). Os corpos dos condenados são para sempre
queimados, porém nunca consumidos pelo fogo, diz ele. Na ressurreição, seus
corpos serão reunidos às suas almas, e no lago em chamas, o “infinito poder de
Deus” irá sustentá-los no fogo sem aniquilá-los.
A companhia no inferno é composta pelo diabo e seus
anjos (Mt 25.41). Quando diz que Satanás e suas hordas se tornam
atormentadores, ele não quer dizer que também não serão atormentados pela fúria
da ira de Deus. Ele está apontando para uma verdade bíblica negligenciada: que
parte da miséria do inferno será ter que suportar a presença imediata de tal
companhia amaldiçoada. Os santos desfrutarão de Cristo e Seus anjos, mas os
condenados conhecerão apenas a companhia de demônios e homens ímpios.
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"Florescendo na Graça - Doze Maneiras pelas quais os Puritanos estimulam o
crescimento espiritual". Há um capítulo muito especial intitulado "Os
Puritanos direcionam nosso olhar para as realidades eternas".
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