1- A DOUTRINA DE BALAÃO
“Mas umas poucas de coisas tenho contra ti;
porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a
lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios
da idolatria, e se prostituíssem”.Ap. 2:14
O maior
perigo na igreja de Pérgamo não era a perseguição externa, mas sim um perigo
existente no interior dessa igreja; a perversão. Uma coisa tem que ser
esclarecida; se Satanás não pode derrotar a igreja, tenta ingressar nela. Na
igreja de Pérgamo, assim como em qualquer
segmento cristão, a ameaça mortal vem de dentro, são as chamadas heresias
domésticas.
“A
doutrina de Balaão”. Na Epístola de Judas (versículo 11): há referência a três
homens caídos do Antigo Testamento: “Caim… Balaão… e Core” .
(Judas
1:11) – Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo
engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. (cf. Gênesis
capítulos 16, 22, 23, 24).
A
história de Balaão pode ser encontrada em Números 22-24.
O
profeta Balaão foi contratado por Balaque, rei dos Moabitas para amaldiçoar o povo israelita. Quando Israel
chegou às campinas de Moabe, além do Jordão, o rei dos moabitas encheu-se de
pavor. A visão que Balaque tinha de cima
das colinas era de assustar. Ele olhava do alto dos montes e via uma multidão
inumerável na campina. Então ele convoca
um conselho junto aos anciões e disse:
“Agora, lamberá esta multidão tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi
lambe a erva do campo” (Nm 22.4).
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Devido
a essa situação, Balaque manda chamar o profeta Balaão para amaldiçoar o povo
de Israel. Mas cada vez que Balaão abria a boca para amaldiçoar o povo de Deus,
as palavras do Senhor o faziam proferir palavras de benção e não de maldição. Então Balaque ficou bravo com ele. Balaão, movido por ganância, aconselhou
Balaque a enfrentar Israel não com um exército de soldados, mas com mulheres
sedutoras das filhas dos moabitas. A Bíblia diz em Números 25:1 – E ISRAEL
deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.
2 – Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e
inclinou-se aos seus deuses. O que Balaão e Balaque não puderam fazer para
destruir o povo israelita, o pecado fez. Devido aos pecados cometidos, o Senhor
se voltou com ira contra os israelitas e uma grande praga abalou o arraial e
eles se tornaram fracos e vulneráveis.
O
tropeço veio pela prostituição, luxuria, prazeres, idolatria e festas
pagãs. E foi devastador o que aconteceu
no arraial dos israelitas. Uma grande praga veio sobre todos e houve vinte e
quatro mil mortos. Em Numeros 31.16 diz: “Eis que estas, por conselho de
Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de
Peor, pelo que houve praga entre a congregação do SENHOR”.
(Números
25:9) – E os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil.
Nos
dias do Novo Testamento a “doutrina de Balaão” pode ser expressa por figuras
expressivas dos falsos mestres, “Profetas, Pastores, Apóstolos, Bispos e
lideres que atuam abertamente no “seio”
da igreja cristã”. A Escritura Sagrada nos adverte em II Pedro 2:15 – “Os
quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho
de Beor, que amou o prêmio da injustiça;”
Quais
são as características dos seguidores desta “doutrina”?.
(a)
Olho mal: malícia.
(b)
Espírito orgulhoso: egoísmo.
(c)
Alma sensual: imoralidade.
O
caminho ou a doutrina de Balaão leva a igreja ao enfraquecimento causado pelo
pecado e consequentemente á queda espiritual. Judas v. 11 diz: – Ai deles! Porque
entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão,
e pereceram na contradição de Coré.
Balaão
representa o tipo do líder religioso, que busca interesses financeiros e
pessoais negociando o dom que recebeu de Deus.
É a tal união entre a Igreja e o mundo que se torna em falta de
castidade espiritual. O Apostolo Paulo admoesta
aos cristãos na carta á Tiago:
“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade
contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se
inimigo de Deus.” ( Tiago 4.4)
Podemos
afirmar que a doutrina de Balaão é a mistura das coisas santas com as profanas.
É ter um pé na igreja e outro no mundo. E o resultado de tudo isso é a Igreja
ficar contaminada, fraca e doente. Sempre que a igreja se mistura com o mundo e
adota o seu estilo de vida, ela perde o seu poder e sua influência. Na igreja
de Pérgamo aqueles que seguiam a doutrina de Balaão não viam nenhum mal em
participar das festas e costumes pagãos, argumentando que o ídolo em si nada é.
Mas em I Corintios 10:21 Paulo cheio de sabedoria e autoridade no Espírito Santo diz: – “Não podeis beber o
cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa
do Senhor e da mesa dos demônios”. Está bem esclarecido que o Senhor condena
terminantemente tais práticas.
Nos
dias atuais, quantos crentes deixando seus filhos participarem de festa junina
nas escolas, essas festas não deixam de ser festas pagãs só porque estão sendo
realizadas em ambiente escolar. Estas festas, mesmo no ambiente escolar, são
dedicadas a demônios. Outros comem doces dedicados a Cosme e Damião. Outros
estão participando normalmente de festa de Halloween. E quantos estão trazendo para dentro de suas
igrejas hábitos pagãos.
Não tem
como sermos plenamente fiel a Cristo com um pé na igreja e outro no mundo. Em
Romanos 12:1 lemos: – ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que
apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que
é o vosso culto racional
O
apóstolo Paulo nos diz para não tomarmos a forma deste mundo, mas termos a
nossa mente transformada pelo poder de Deus.
AMEM
Pr.
Antônio Lourenço
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